segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Até Quando?

Hoje trafeguei na BR 101, no trecho entre o Rio de Janeiro e a cidade de Campos e me deparei com os velhos problemas de sempre: motoristas conduzindo seus carros pelo acostamento devido a retenção no trânsito, sem serem incomodados pela polícia que atendia a ocorrência causadora da retenção; ultrapassagem pelo acostamento, apesar do trânsito livre e 8 pedágios, sem que a estrada tenha melhorado tanto a ponto de justificar isto.
Até quando estes motoristas seguirão negligenciando a vida de terceiros em seus "carrões"? Até quando nossas autoridades seguirão agindo como se este fosse um problema menor ou aceitável? Até quando seguiremos agindo como se fossemos os únicos a ter problemas e portanto ignorando as regras sociais que nos permitem viver melhor? Até quando seguiremos tendo de pagar muito por tão pouco, pois neste caso em particular, as melhorias introduzidas neste trecho de estrada, a meu ver, estão aquém do valor cobrado por elas.
Um abraço e boa semana.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Marina da Glória: caro demais!

Na chegada para o show de Gil, na Marina da Glória, me deparei com o maior valor de estacionamento já cobrado na minha vida: 20,00 reais!!!
Não dá para entender preço tão absurdo e também não dá para escapar desta cobrança, pois não se tem onde parar no aterro do Flamengo.
Agora façamos uma conta rápida: o ingresso custa 70 e o estacionamento 20, ou seja, o preço do estacionamento custa o equivalente à 28,5% do valor do ingresso.
Acho que tem algo errado aí.

Gilberto Gil: Bom demais!

Nesta madrugada tive o prazer de assistir o show Fé na Festa, de Gilberto Gil, na Marina da Glória.
O show, é composto basicamente por forrós, chotes e xaxados diversos, tocados por uma banda impecável e conduzidas por um Gil tranquilo e feliz, que fez questão de ressaltar nossa grande capacidade de conteúdo diversificado e misturado.
Valeu a pena estar naquele forrozão moderno, assistido por pessoas de todas as idades e tribos e poder ver a qualidade de um artista "novo", que sabe manter atual nossa música regional/nacional.

Valeu Gil!



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Chique Demais

Ser Chique Sempre

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", “o telefone”, quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o "homenageado da noite"!
Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALLIL.



sábado, 5 de fevereiro de 2011

Small Brain

Já faz um tempo, vejo os bonequinhos do BBB sem dar grande importância. Hoje percebi que tem tudo a ver: eles só tem olho, não possuem cérebro.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um pouco de poesia

O poema abixo foi escrito por Rainer Maria Rilke.


São Sebastião

Como alguém que jazesse, está de pé,
sustentado por sua grande fé.
Como mãe que amamenta, a tudo alheia,
grinalda que a si mesma se cerceia.

E as setas chegam: de espaço em espaço,
como se de seu corpo desferidas,
tremendo em suas pontas soltas de aço.
Mas ele ri, incólume, às feridas.

Num só passo a tristeza sobrevém
e em seus olhos desnudos se detém,
até que a neguem, como bagatela,
e como se poupassem com desdém
os destrutores de uma coisa bela.

(Tradução: Augusto de Campos)

Tragédia IV

Com um total de mortos batendo em 740, segundo os sites de notícias hoje, a informação do INEA de que este tipo de temporal pode ocorrer a cada 350 anos, soa no mínimo como uma destas justificativas toscas que todos os anos ouvimos.
Se assim não é, como explicar as tragédias e mortes do ano passado, do ano anterior, etc. Ou será que a medida de 350 anos no Brasil é igual à 365 dias?

Tragédia III

O texto abaixo foi publicado pelo colunista Marcos Sá Correa, no jornal O Globo e o Estado de São Paulo, em 14/01/2011.
Eis uma ideia que deveria se tornar realidade.

“Não é a chuva que deve ir para a cadeia”. (...) “É injusto, e talvez seja também cruel e exorbitante, que hoje não se processe no Brasil, por homicídio culposo, o político que patrocina baixas evitáveis e supérfluas em encostas carcomidas e vales entulhados por ocupações criminosas. No dia em que um prefeito, olhando as nuvens no horizonte, enxergar a mais remota possibilidade de ir para a cadeia pelas mortes que poderia impedir e incentivou, as cidades brasileiras deixariam aos poucos de ser quase todas, como são, feias, vulneráveis e decrépitas. De graça, ou com o dinheiro virtual do PAC, os políticos não consertarão nunca a desordem que os elege. Não adianta ameaçá-los com ações contra o Estado ou a administração pública, porque o Estado e a administração pública, na hora de pagar a conta, somos nós, os contribuintes. O remédio é responsabilizar homens públicos como pessoas físicas pelos crimes que cometem contra a vida. Às vezes em série, como acaba de acontecer na Região Serrana do Rio de Janeiro. O resto é conversa fiada. Ou, pior, papo de verão em voo de helicóptero, que nessas ocasiões poupa às autoridades até o incômodo de sujar os sapatos na lama”.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tragédia II

Entrevista obtida do blog Eco Verde de Agostinho Vieira


Enviado por Agostinho Vieira - 15.1.2011 11h38m.
ONU: falta de planejamento faz chuva matar mais no Brasil
A falta de “comunicação” e de um plano de emergência fez com que as fortes chuvas na Região Serrana do Rio resultassem em uma tragédia maior do que a ocorrida no estado de Queensland, na Austrália, também submersa recentemente pelas águas. A opinião é de Margareta Wahlström, subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

- Por causa da ocorrência de ciclones, a Austrália já tinha começado a se preparar para o imprevisível. As autoridades sabem como evacuar as áreas, e a população escuta as orientações pelo rádio - explicou à BBC Brasil.

No país da Oceania, inundações em três quartos do estado de Queensland haviam provocado pelo menos 13 mortes até a última quarta-feira. Na serra fluminense, o saldo de mortos já passa de 500. Para Wahlström, o Brasil poderia ter evitado mortes se tivesse planos de emergência eficazes. Ela cita como exemplo iniciativas de outros países em desenvolvimento, como a Indonésia, que, “apesar de ser uma nação pobre, tem planos de evacuação diante de ameaças de terremoto e de erupção de vulcão, por exemplo”. “São iniciativas que salvam vidas”, diz ela.

Monitorar as áreas de risco e montar um sistema de alerta – com a designação de um líder para orientar a população e a criação de abrigos pré-definidos para receber moradores – são medidas consideradas básicas por Wahlström para evitar mortes como as ocorridas em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

- As pessoas precisam saber para onde ir e como ir, qual seria o caminho mais seguro. Uma solução comum são centros comunitários preparados para receber a população - afirmou à BBC Brasil.

Wahlström tem mais de 25 anos de experiência em gestão de catástrofes e coordenou, pelas Nações Unidas, a assistência às comunidades atingidas pelo tsunami de 2004 na Ásia. Em 2010, viu de perto no Rio de Janeiro as consequências da chuva no início do ano. No mês passado, esteve em Queensland, no local que está sendo assolado pelas enchentes.

- No Brasil, ainda há muito a ser feito em termos de planejamento urbano. Os governos têm que trabalhar com a população e realmente proibir construções em áreas de risco. Muitas regulamentações existem, o problema é que nem sempre são cumpridas - disse a subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

Segundo Wahlström, os desastres naturais nos últimos dez anos provocaram prejuízos de quase US$ 1 trilhão na economia global. São perdas que poderiam ser em grande parte evitadas. Um estudo citado pela representante da ONU aponta que, para cada US$ 1 investido em prevenção, é possível economizar pelo menos US$ 7 em resgates e reconstrução.

- Não é necessário sofrer assim. Há uma escolha (a ser feita), e a escolha é planejar. O número de desastres vai continuar crescendo, e todo investimento em planejamento é um bom investimento - opinou. (Fonte: G1)