Se o congresso não se mexer rápido, a frase abaixo, atribuída a Millôr Fernandes, fará todo sentido.
" Repito um velho conselho, cada vez mais válido, sobretudo pro
Congresso: Quando alguém gritar “- Pega ladrão”, finge que não é com
você.”
Millôr Fernandes.
Um abraço.
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quinta-feira, 29 de março de 2012
Senador Demóstenes Torres
O STF - Supremo Tribunal Federal, autorizou à pouco a quebra do sigilo bancário do senador Demótenes Torres filiado ao partido DEM(cadentes). Tal autorização visa esclarecer o possível envolvimento do senador com um famoso contraventor.
Tenho dito repetidamente que vejo o Brasil caminhando devagar e erraticamente para uma situação melhor e apoio este discurso em decisões como a citada acima, que apesar de claras e necessárias eram impessáveis a bem pouco tempo atrás.
E para que possamos andar, repito, temos de contar com as intituições democráticas, como o judiciário, que ao trabalhar em sintonia com a moral de seu povo e seu arcabouço legal, favorece o nosso crescimento.
Um abraço
sábado, 24 de março de 2012
Senador Cachoeira
No Brasil, nada é tão previsível quanto a queda de um moralista como Demótenes
Leonardo Attuch
Que Vossa Excelência perdoe o chiste, mas o apelido é inevitável: Senador Cachoeira! Primeiro, ficamos escandalizados com a revelação de que o senhor, Catão da República, e também moralista número 1 do Congresso Nacional, é um amigo do peito de um dos nossos maiores contraventores. Mais escandalizados ainda com a sua desculpa de que não sabia que Carlinhos Cachoeira se dedicava a atividades ilegais. Depois, novo espanto com a notícia de que essa amizade fraterna era de copa e cozinha, com direito a fogões trazidos dos Estados Unidos. Quando nada mais podia nos surpreender, surgiram as 298 ligações telefônicas, mais de uma por dia, trocadas com o “professor” no período monitorado pela Polícia Federal. Em seguida, a descoberta de que as conversas eram feitas num rádio Nextel trazido dos Estados Unidos – “esta é a minha vida, este é o meu clube”. E agora, de repente, descobrimos que o senhor, senador Demóstenes Torres, também pediu dinheiro ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Quer saber se isso nos surpreende? Não. De jeito nenhum. Suas desculpas esfarrapadas é que preparam o terreno para recebermos com naturalidade cada vez maior os fatos novos da Operação Monte Carlo. Se amanhã nos disserem que Cachoeira despachava no seu gabinete, que ele teria financiado sua campanha ao Senado ou que os senhores, além de amigos, eram também sócios, tudo parecerá ser natural. Previsível até. Tão previsível quanto a queda de um moralista no Brasil, terra-mãe de Dercy Gonçalves. Aqui, não há um que resista. E todos os justiceiros que fazem desse método de ação política uma escada para o poder, mais cedo ou mais tarde acabam caindo.
Ocorre que alguns são perdoados. Outros, não. Ensina a sabedoria popular que o povo perdoa o pecador; o pregador, jamais. Então, se vale um conselho, senador Demóstenes, assuma-se como Senador Cachoeira. Defenda a legalização do jogo, apresente bons argumentos (que até existem), mas não tente posar novamente como o único homem probo do Senado, assinando pedidos de CPIs e emparedando adversários com uma moralidade postiça. O povo brasileiro detesta a hipocrisia.
Quanta lama ainda terá que jorrar das cataratas goianas para que o senhor reconheça seus erros e peça desculpas à Nação? Basta dizer a verdade e se assumir como um pecador normal, assim como todos os seus inimigos. É a sua única chance.
Crônica reproduzida do site brasil247.com, copiado de:
Um abraço.
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