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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Tinha um Cabral no meio do caminho que leva à CPI do Cachoeira.

Carlos Brickmann
  
Postado originalmente em:
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/05/06/tinha-um-cabral-no-meio-do-caminho-que-leva-cpi-do-cachoeira-443680.asp 

Estava tudo arrumado: a investigação sobre Carlinhos Cachoeira já foi feita pela Polícia Federal e a CPI ficaria fora dela. O trabalho da CPI seria derrubar o senador Demóstenes Torres, ex-DEM, e o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, que o ex-presidente Lula considera inimigos. Talvez fosse atingido o governador petista de Brasília, Agnelo Queiroz, mas quem se importa com ele?
Só que, como afirmava o deputado Ulysses Guimarães, o sábio que comandava um PMDB tão diferente do de hoje, CPI se sabe como começa, não como termina. E nesta, como não disse o poeta, tinha um Cabral no meio do caminho.
As fotos de Sérgio Cabral, em cenas de ostensivo luxo e mau-gosto explícito, exigem respostas a várias perguntas. A primeira, quem pagou a conta:
o governador, e com que dinheiro?
Ou seus convidados, fornecedores do Governo?
O concessionário do Poupatempo no Rio, Georges Sedala, um dos que aparecem dançando de guardanapo na cabeça?
Fernando Cavendish, dono da Delta, empresa que surge em dez de cada dez denúncias neste caso?
Os secretários de Governo que acompanhavam o chefe no que chamaram de momentos de descontração?
Há outras perguntas, claro. Que é que comemoravam? Será verdadeira a notícia de que fecharam o luxuoso restaurante do Ritz, em Monte Carlo, pagando US$ 400 mil, para que ninguém os incomodasse?
Terá isso ocorrido outras vezes - por exemplo, para comemorar a eleição do prefeito do Rio, Eduardo Paes?
O risco dos personagens não é a prisão, que aqui é Brasil. É cair no ridículo.
Dentro de pouco mais de uma semana, dia 15, Carlinhos Cachoeira deve depor na CPI.
Dependendo das conversas, gato pode rugir e leão pode miar.
O advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, que foi ministro da Justiça do presidente Lula, marcou com seu cliente uma visita para amanhã.
Se tudo der certo, Cachoeira vai ronronar.
Se der mais certo ainda, só vai rugir com certos nomes.

Frase notável: "Quem no Congresso disser que nunca viu Cachoeira ou fala cascata ou tem catarata".

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sobram barreiras, falta união.

Não sou especialista em segurança, ao contrário, sou expert em insegurança.
Mas andando pelo Rio e pelo Brasil noto algo que imagino ser uma prática sem lógica das nossas instituições do setor segurança pública.
Aqui aos delitos são categorizados, cabendo a cada orgão exclusivamente o dever e direito de repreender o infrator. 
Como exemplo, cito o carro estacionado sobre a calçada, que quando visto, só será abordado por um guarda municipal, pois a PM, se vê, nada faz, pois esta não é uma atribução dela, independente do incômodo e da pertubação que a atitude mal educada do infrator cause.  Se neste caso, o policial ao menos ligasse e informa-se a guarda municipal onde o problema ocorre já teríamos um avanço.
Creio que este simples exemplo pode ser apenas um de muitos; a própria lei seca aqui no Rio, reúne diversos orgãos, já que um só não pode atuar de forma ampla sobre os infratores flagados em vários delitos.
Não sou especialista neste assunto, repito, mas creio que se os nossos políticos e governantes tratassem a questão como um grande problema, que necessita de uma atuação conjunta e sinérgica dos orgãos responsáveis - sem feudos de atuação - talvez conseguissemos uma sociedade mais organizada, educada e com menos violência.
Um abraço. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

De Sergio.Buarque@edu para Dilma@gov


ELIO GASPARI - FOLHA DE S. PAULO - 14/09/2011

Companheira Dilma, 
Veja o que fizeram comigo. A Prefeitura do Rio deu meu nome a uma escola municipal da Barra da Tijuca, e ela foi a última colocada na lista de desempenho dos colégios da cidade. Fez 467 pontos, contra 761 do campeão (o São Bento) e 553 da média nacional. Meu primeiro impulso foi escrever ao prefeito Eduardo Paes repetindo-lhe um pedido do meu filho: "Pai, afasta de mim esse cálice". Tire o meu nome desse pecado. O Evaristo de Moraes, que está aqui comigo, lembrou que proibiu que dessem seu nome a presídios.
Criminalista, não queria ser associado a misérias. Você mesma viveu o absurdo de ser uma das detentas de um presídio chamado Tiradentes. Escrevo-lhe para que leve minha zanga ao prefeito. Ele tem medo de você.
Gastei meus primeiros 80 anos estudando nosso país, a vida e lecionando. Daqui, vi o que aconteceu com a repórter Cibelle Brito quando ela quis saber porque a minha escola foi reprovada. Dois professores trocaram algumas palavras com ela, mas não quiseram dizer seus nomes. Só os alunos falaram, queixando-se.
Companheira, olhe para a Escola Municipal Sérgio Buarque de Hollanda com atenção. Está mal conservada e os professores reclamam dos salários, mas há algo mais profundo. É a condição dos "desterrados em nossa terra". Os moradores daquele pedaço da Barra da Tijuca desterraram seus filhos para bons colégios, em outros bairros. Quem estuda lá são os desterrados de outras localidades, mais pobres.
Outro dia o Darcy Ribeiro (sempre encantado pela Leila Diniz) ria do desconforto causado na burocracia educacional pelas avaliações dos desempenhos das escolas. Os americanos transformaram o desempenho em pedra angular de seu sistema. Copiamos. Agora os americanos começam a criticar essa aferição, falamos em destruí-la. Tudo ou nada. Não entra no debate o absurdo de escolas que não servem aos moradores de suas localidades. A aferição é apenas uma medida. Sem mais nada, nada é. Sabendo que citar Sérgio Buarque dignifica qualquer texto, cito-me: "De todas as formas de evasão da realidade, a crença mágica no poder das ideias pareceu-nos a mais dignificante em nossa adolescência política e social".
Para que não se diga que estou num exercício livresco, faço-lhe uma proposta. Continuem a dar o nome dos outros a escolas, mas a partir de hoje, toda vez que um colégio ficar em último lugar no Enem, abaixo da média nacional, a homenagem será suspensa temporariamente, e a instituição, rebatizada com o nome do prefeito ou do governador. (No caso de escolas federais, com o seu.) Assim, peço à garotada da "Sérgio Buarque de Hollanda" que não queiram mal a este velho fuçador de documentos, mas, a partir de hoje, digam que estudam na Escola Municipal Eduardo Paes.
Despeço-me desejando-lhe um bom governo, certo de que este fundador do PT ainda não tem motivos para rasgar a carteirinha (nº 003). Passaram-se 75 anos da publicação do meu "Raízes do Brasil" e, felizmente, posso dizer que a democracia, no Brasil, já não é "um lamentável mal-entendido".
Sérgio Buarque de Hollanda

O texto imperdível acima é de autoria do colunista Elio Gaspari e foi publicado no jornal Folha de Sào Paulo de hoje. 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Chuva II

Que coisa!!!
Trinta dias depois do meu último post, a chuva, nossa velha conhecida, pára de novo a zona norte da cidade.
Tá bem, já sei, choveu mais em uma hora do que todo o previsto para o mês, porém, desta vez descobri que as câmeras da CET - Rio (Comp. de Engarrafamentos de Trânsito - Rio) não funcionan quando chove forte. Tentei diversas vezes acesso ao site e não consegui. Será que é de propósito ou por incopetência?
Sei apenas que continuamos com nossos velhos problemas sem uma nova solução qualquer.
E toma desculpa sem resultado.

domingo, 7 de março de 2010

Chuva

Ufa, é o que posso dizer ao chegar em casa à meia noite, depois de ter saído as 18h e 30min. de Botafogo. Normalmente levo cerca de 30min para fazer o mesmo percurso.
Só que choveu a chuva de sempre do mês de março e a cidade como sempre no mês de março sucumbiu.
Dirá nosso prefeito, compungidamente, que: "a cidade resistiu bem e foram situações pontuais". Resposta esta muito afinada com o discurso ora vigente.
E, assim, seguiremos torcendo para não nos afogarmos, enquanto nossos governantes posam com suas celebridades, com suas notas de êxito, sem se incomodar com o resto , pois, se isto lhes afetasse, certamente não estaríamos mais uma vez nesta situação.
Um abraço.
Wilson Pessanha

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Parabéns Rio, parabéns Brasil!!!!

Parabéns!!!!!!!!
Todos os que aqui vivem merecem parabéns.
Sediar uma olimpíada é para poucos, exige respeito e dedicação e nós somos respeitáveis sim, apesar dos pesares.
Sobre este tema, sugiro a leitura do post do KUPFER, através do link abaixo.
Parabéns Rio, parabéns Brasil e sigamos em frente.