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sábado, 15 de outubro de 2011

A Marcha dos Indignados

No Chile, famílias inteiras marchando junto, em Buenos Aires uma marcha agora caminha em direção a Plaza de Mayo, em Barcelona, Madri, Sevilha, Roma, Bruxelas e Nova Iorque apenas para citar alguns lugares, milhares de pessoas se reúnem, sem a presença de partidos políticos, para pedir mudança na forma como o mundo vem sendo conduzido até então.
Estas mudanças passsam por um maior rigor e controle do mercado financeiro, evitando a atual quebradeira com respectiva distribuição dos prejuízos pela sociedade, maior tranparência dos governos e de suas decisões e por uma atuação mais clara e honesta dos políticos.
Em cada um destes lugares deve haver uma diferença ou outra nas reinvidicações, mas, parece-me que o ponto comum é o resgate da cidadania como um bem em si, não como um complemento de uma sociedade globalizada pelo consumo e interesses econômicos de alguns poucos.
No Brasil, na semana passada, nos reunimos pedindo por coisas básicas, mas fundamentais, como uma justiça com senso moral conectado ao da nação,  menos impunidade e conforto aos delinquentes do setor público em geral, por deputados limpos e claros nas suas votações abertas e por mais transparência dos governos em seus atos.
Certamente o que pedimos aqui deve encontrar alguma semelhança em outros lugares do mundo, e se for assim, eis a globalização de que precisamos com urgência.
Um abraço. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Justiça e Suas Decisões: Cumpra-se

A cerca de 1 ano, começou para mim o que hoje (14/09) se transformou em uma grande frustração. No final do ano passado fui informado pelo banco Itaú que receberia um novo cartão eletrônico que trazia uma grande e “irrecusável” novidade: viria junto no mesmo dispositivo um cartão de crédito.
Tão logo soube da novidade liguei para o banco e afirmei não ter o desejo de receber tal produto, pois não me seria útil. A atendente me informou que não teria jeito, iria receber assim mesmo e que não havia forma de modificar o produto, pois agora todos seriam assim.
Aborrecido, registrei queixa no atendimento do banco Itaú e posteriormente relatei o ocorrido ao Banco Central o que gerou um contato por parte da Sup.da Qualidade do Atendimento do B. Itaú. Neste contato, voltei a informar que não queria qualquer tipo de cartão por principalmente não precisar. Eis a minha surpresa quando dias depois recebo não mais 1 cartão múltiplo e sim dois cartões: 1 de crédito e outro eletrônico.
Pronto, fui ultrajado, pois falei, repeti e pedi, mas o banco Itaú ignorou completamente a minha manifestação. Então pensei, vou ao judiciário cobrar por está ofensa ao meu direito.
Em janeiro de 2009 dei entrada com uma ação de reparação por danos morais, devido à afronta perpetrada pelo banco, o resultado desta ação foi publicado hoje e para minha total incredulidade o juiz entendeu que não houve qualquer dano a minha moral “apesar dos transtornos causados”.
Não entendo, o banco ignora minha manifestação clara de discordância, me envia em duas ocasiões distintas algo que não queria e isto não é uma afronta? Entendo que fui desrespeitado por um poderoso agente econômico, que não parou frente a minha negativa e manteve sua ação de busca de venda. E fazem isto por saberem que, o ônus pelo desrespeito a um cliente é de fato muito pequeno, compensando assim, exercitar as chamadas práticas abusivas.
Sentença dada, cumpra-se, mas fica difícil entender como funciona o judiciário deste País, pois ele aparenta não ir a rua como propôs o Min. Joaquim Barbosa, tornando-se uma entidade quase abstrata para um mortal comum.
Sigo ultrajado.