Fico a vontade para falar disto, pois em posts anteriores afirmo que para evoluirmos precisamos de justiça igualitária e ágil.
O caso do jornalista Pimenta Neves é o retrato claro da diferença que nossa justiça faz entre quem tem dinheiro e influência e quem não tem.
Depois de confessar um crime torpe e covarde, o cidadão Pimenta Neves conseguiu manobrar na justiça uma liberdade de 11 anos, tempo que levou entre a primeira sentença e a decisão do STF.
Tal situação não acontece com um cidadão de menor influência e com menos recursos, neste caso, a sentença começaria logo após a confissão com prisões preventivas e outras coisas mais.
Não tenho duvida que uma das marcas mais evidentes do nosso atraso e da nossa dificuldade em avançar para o futuro reside aí, nesta justiça ultrapassada, desigual, disforme, ambígua, cara e empolada que temos.