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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caminhos (des)

Por diversas vezes neste espaço, indaguei sobre os caminhos que escolhemos ao abandonar as coisas que valem a pena como amigos, convívio entre pessoas, solidariedade, participação, humanidade e família por trabalho exarcebado, ostentação, consumo de bens, mundos virtuais, modismos, violência subliminar ou escancarada, fanatismo, medo e silêncio em família.
O absurdo ocorrido em Realengo, hoje, é fruto disto, deste isolamento, desta falta de carinho primordial que não pode ser trocada por presentes, desta relativização de tudo ou quase tudo em nome de uma suposta modernidade.
Pessoas como o atirador de Realengo existem por aí desde que o mundo é mundo, mas já passou da hora de fingirmos que nào temos um problema social coletivo para resolver.